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O insight veio durante um relacionamento com o pai de uma criança autista, quando percebeu similaridades em seu próprio comportamento. (Foto: Agência Brasil)

Desde que se lembra, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, sempre apresentou características distintas que, até pouco tempo, não eram facilmente explicadas.

Na infância, sua mãe a descrevia como uma criança excessivamente sensível e madura para a idade, que se envolvia emocionalmente com problemas de adultos. Na adolescência, teve poucos amigos próximos, padrão que persiste até hoje. Na vida adulta, enfrentou dificuldades de convivência e relacionamentos duradouros.

Em setembro de 2023, Beatriz recebeu o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 de suporte, após anos de tratamento sem sucesso para depressão e ansiedade. “Mudavam medicamentos, aumentavam doses, mas eu nunca ficava estável”, relata.

O insight veio durante um relacionamento com o pai de uma criança autista, quando percebeu similaridades em seu próprio comportamento. Após oito meses de pesquisa, buscou avaliação neuropsicológica, que confirmou o TEA e altas habilidades (QI acima da média).

“O diagnóstico trouxe alívio. Antes, achava que minhas crises eram recaídas depressivas. Hoje, entendo que são crises autísticas: preciso descansar, ficar quieta”, explica. Apesar da clareza, enfrentou resistência de familiares e adaptou seu trabalho para reduzir estímulos sensoriais, solicitando reconhecimento como pessoa com deficiência (PCD).

“A sociedade não está preparada. Pessoas próximas foram resistentes, mas aprendi que sou apenas diferente”, conclui.

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